Domingo, 08 de Novembro de 2009

Há pouco mais de um ano, Paulo Texeira Pinto lançou o livro de poemas "LXXXI: Poema Teorema", que tive o prazer de ler (lentamente) ao longo dos últimos dois meses. A obra em estrutura matemática reúne 99 poemas escritos durante a última década, agrupados por áreas temáticas e inspirados na natureza humana, na sua globalidade física e metafísica.

 

É um livro complexo e intimista, daí que o filme que se segue, da responsabilidade do realizador João Botelho com montagem de Paulo Barata, seja uma excelente ferramenta decifradora de um pouco do que se pode encontrar neste livro.

 



publicado por Marco Moreira às 00:33
Domingo, 25 de Outubro de 2009

'TODO-O-MUNDO' não é uma alegoria; é uma narrativa real. Não é sobre todo-o-mundo; é sobre um indivíduo específico. Não trata simplesmente de um Judeu secular nova-iorquino, com um irmão "avaliado" em cinquenta mil dólares, três esposas e a oportunidade de uma relação fugaz com uma modelo dinamarquesa. Ainda assim, a vida do protagonista liga-se a aspectos da experiência humana de forma dura e profunda. Um homem de setenta e um anos, multi-divorciado, bem sucedido na área da publicidade, encara a sua deterioração física aproximando-se da morte - sem a ajuda da religião ou da filosofia.

São três, os temas principais. O primeiro é a exploração do provérbio escocês «um membro masculino despertado não tem consciência» … enfim, não é bem assim mas preferi o decoro à ordinarice. Isto é, quando este segue os seus impulsos os resultados são geralmente desagradáveis. O segundo e mais complexo tema, é a ilustração da noção de Yeats, segundo a qual à medida que envelhecemos sentimos um crescendo como se o coração estivesse «amarrado a um animal moribundo». O livro é uma meditação sobre a morte, mas mais em particular uma meditação na forma como o nosso corpo falha e nos trai. O terceiro é a importância da família e amigos. A família, em particular, um nexus de relacionamentos que temos por importante assim que paramos de ser egoístas e começamos a tornarmo-nos mais sábios.

Uma estória excepcionalmente escrita e inspirada. É um livro severo sem ser deprimente. Erótico sem ser escandaloso. Rico em detalhes e descrições. Um romance "rápido e brutal, acerca de um assunto comum e pesaroso".

Em baixo têm a oportunidade de ouvir uma entrevista que Philip Roth deu à NPR (National Public Radio) em Maio de 2006:



publicado por Marco Moreira às 22:31
Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

 

Richard Zimler, a propósito do seu último romance «Os Anagramas de Varsóvia», explica em entrevista conduzida por Carlos Vaz Marques na TSF, porque se sente na obrigação de escrever sobre a história dos judeus e conta de que modo se sente um escritor português apesar de escrever em inglês.



publicado por Marco Moreira às 09:11
 
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