Terça-feira, 19 de Outubro de 2010

«A Monarquia fez Portugal e criou um Império; a República acabou com o Império e está em vias de acabar com Portugal» General Carlos Azeredo

 

Nota: Lembrei-me, a propósito do que disse ontem Manuela Ferreira Leite sobre a perda independência económica


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publicado por Marco Moreira às 10:22
Sexta-feira, 08 de Outubro de 2010

Sensatez que nos habituou o Henrique Raposo numa entrevista ao João Távora, da direcção da Causa Real e do blog "Corta-fitas". Para conhecer melhor esse "bicho semi-fascista" que são Os Monárquicos...


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publicado por Marco Moreira às 11:36
Quarta-feira, 06 de Outubro de 2010

 

A censura antes e depois ↑


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publicado por Marco Moreira às 14:53

Foi com lástima que reparei não ficar patente, nas comemorações do feriado de ontem, uma intervenção de solidariedade para com aqueles que ainda não usufruem da qualidade e excelência da "coisa pública". Não ficaria mal uma palavra de esperança para países camaradas na nossa Europa progressista que continuam reclusos da medievalismo monarca. Seria importante para países como a Espanha, a Bélgica, a Dinamarca, o Liechtenstein, o Luxemburgo, a Noruega, a Holanda, o Reino Unido e a Suécia, que contassem com o nosso apoio incondicional e que mantenham sempre vivo o sonho de serem tão livres e desenvolvidos como somos hoje na República Portuguesa.


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publicado por Marco Moreira às 12:38

Sobre o feriado de ontem:

 

«Por falar em violência, a I República atacou violentamente o mundo católico em geral (ex.: os jesuítas foram perseguidos) e o movimento operário. Como é que se pode comemorar um regime que reprimiu a liberdade religiosa e o sindicalismo?» Henrique Raposo in Expresso - "AS MENTIRAS DA I REPÚBLICA"

 

«E, em 2010, a questão é esta: como é possível pedir aos partidos de uma democracia liberal que festejem uma ditadura terrorista em que reinavam "carbonários", vigilantes de vário género e pêlo e a "formiga branca" do jacobinismo? Como é possível pedir a uma cultura política assente nos "direitos do homem e do cidadão" que preste homenagem oficial a uma cultura política que perseguia sem escrúpulos uma vasta e indeterminada multidão de "suspeitos" (anarquistas, anarco-sindicalistas, monárquicos, moderados e por aí fora)? Como é possível ao Estado da tolerância e da aceitação do "outro" mostrar agora o seu respeito por uma ideologia cuja essência era a erradicação do catolicismo? E, principalmente, como é possível ignorar que a Monarquia, apesar da sua decadência e da sua inoperância, fora um regime bem mais livre e legalista do que a grosseira cópia do pior radicalismo francês, que o "5 de Outubro" trouxe a Portugal?» Vasco Pulido Valente in Público - "COMEMORAÇÕES DA REPÚBLICA"

 

«Da fugaz I República ficaram pois, quase exclusivamente, as boas intenções. A intenção de educar o povo, de proteger o povo, de contar com o povo. Mas esse mesmo povo abandonou a República no primeiro momento, talvez pensando que de boas intenções está o Inferno cheio.» José António Saraiva in Sol - "A REPÚBLICA QUE PRODUZIU SALAZAR"

 

«O "empastelamento", no vocabulário da época, era aquilo que se fazia com a imprensa desavinda ou ameaçadora, que nunca poderia sobreviver caso ousasse criticar os principais políticos do partido único daquele regime. A liberdade de expressão e de imprensa é para mim a essência da democracia. Não é o sufrágio universal. Sou republicano, mas não consigo comemorar o 5 de Outubro de 1910 por isso. Neste aspecto, o regime foi a primeira parte do Estado Novo.» Pedro Lomba in Público - "UM FERIADO"

 

«A Primeira República portuguesa foi um monumento de ignomínia. As comemorações em curso não podem escamotear esse facto e deveriam proporcionar aos portugueses uma visão altamente crítica desse período da nossa história. Historiadores como Vasco Pulido Valente e Rui Ramos já o têm feito e bem. Mas nunca será demais insistir (...) No momento em que escrevo, antevéspera da famigerada efeméride, não sei ainda o que é que o jacobinismo irresponsável de uns, a complacência timorata de outros e a versatilidade diplomática de muitos virão a dizer nas cerimónias oficiais. Mas como se corre o risco de estas coisas não serem publicamente referidas, aqui fica mais uma síntese muito incompleta delas, para que conste. Cumpro desta maneira a minha obrigação de republicano.» Vasco Graça Moura in Diário de Notícias - "UM MONUMENTO Á IGNOMÍNIA"



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publicado por Marco Moreira às 12:05
Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

 

O REGICÍDIO

 

«Tendo o regicídio consistido na essencial base do regime de 1910-2009, fica assim provado que à luz do Código Penal, o facto da ocorrência de Homicídio Qualificado Agravado, retira qualquer legitimidade à existência de uma Comissão oficial para as Comemorações da República. As verbas adstritas a esta entidade são ilegais, exigindo-se em nome do Estado de Direito, a imediata dissolução presidencial da dita organização»

 

Nuno Castelo-Branco in "Estado Sentido" (25 de Março de 2009)

 

[via Estado Sentido]

 

 

Nota de interesse: Diz o Código Penal, nomeadamente o  Artigo 32, relativo ao crimes de 'Homicidio Qualificado', nas seguintes alíneas:

 

[f] Ser determinado por ódio racial, religioso, político ou gerado pela cor, origem étnica ou nacional, pelo sexo ou pela orientação sexual da vítima; [h] Praticar o facto juntamente com, pelo menos, mais duas pessoas ou utilizar meio particularmente perigoso ou que se traduza na prática de crime de perigo comum; [j] Agir com frieza de ânimo, com reflexão sobre os meios empregados ou ter persistido na intenção de matar por mais de vinte e quatro horas; [l] Praticar o facto contra membro de órgão de soberania (...)



publicado por Marco Moreira às 11:14
Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

 

OS CUSTOS DAS COMEMORAÇÕES DA REPÚBLICA

 

«Os gastos com a comunicação das Comemorações do Centenário da República, a decorrer em 2010, já somam 344,4 mil euros. No total, a Comissão responsável pelo evento disponibilizou até agora 724 114,5 euros, para contratos feitos com empresas por ajuste directo, isto é, sem recurso a concurso.


Para Paulo Teixeira Pinto, presidente da Causa Real e ex-presidente do BCP, “a política é fazer escolhas e fazer escolhas é ter prioridades”. “Não se deve fazer ajustes directos e, neste momento, é completamente desproporcional à realidade e inoportuno”, critica, em declarações CM.


Para preparar o evento, que terá acções pontuais entre 31 de Janeiro e 5 de Outubro de 2010, esta Comissão, presidida pelo responsável do BPI, Artur Santos Silva, já investiu 724 114,5 euros. Num ano em que Portugal atravessa uma das maiores crises financeiras, as comemorações, têm um orçamento de dez milhões de euros proveniente do Orçamento do Estado.


Para dar conhecimento do evento, a Comissão contratou a construção do site www.centenariorepublica.pt. O design foi atribuído a Henrique Cayatte, Lda e custou 99 500 euros. Ao conceituado designer foram ainda pagos, a título pessoal, outros 90 mil euros pela prestação de serviços e aquisição de material de suporte à comunicação dos eixos programáticos.

 

A Comissão de Honra das Comemorações, presidida por Cavaco Silva, conta com 13 elementos, entre eles Jaime Gama, presidente da AR, José Sócrates, primeiro-ministro, e Noronha do Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Além disso, há uma Comissão Consultiva de 17 pessoas, presidida pelo ministro Pedro Silva Pereira, e da qual fazem parte, por exemplo, Júlio Isidro e Margarida Pinto Correia.»

 

Márcia Bajouco in 'Correio da Manhã' (11 de Novembro de 2009)

 

[via Real Associação de Lisboa]

 

Nota de interesse: A monarquia espanhola fica mais barata aos seus cidadãos do que a república portuguesa. Segundo o Prof. Charles Powell, seis em cada dez espanhóis pensa que a monarquia parlamentar é a forma mais adequada de governo, e apena dois em cada dez pensa que seria melhor uma República, seja ela presidencial ou parlamentar. A maior parte das pessoas também valoriza positivamente o papel histórico desempenhado pelo Rei.



publicado por Marco Moreira às 18:13
Terça-feira, 03 de Novembro de 2009

 

«Por volta de 1900, quase todos os direitos [femininos] estavam a ser conquistados, especialmente nos países protestantes. Não havia, no entanto, uma única juíza, política, generala ou empresária em toda a Europa. Curiosamente, a monarquia, uma das mais antigas instituições, permitia ocasionalmente que uma mulher estivesse acima de todos os homens. Em 1900, a mais famosa mulher no mundo inteiro era a rainha Vitória, que então celebrava o seu 63º ano no trono britânico.»

 

Geoffrey Blainey, in 'Uma Breve História do Século XX' (Livros d' Hoje, 2009)

 

[via Corta-Fitas]

 

Nota de interesse: A Rainha Vitória, acabada de subir ao trono britânico em 1837 concedeu o título honorário de "Cavaleiro", com o título "Sir" a MOSES MONTEFIORE que em 1846 foi elevado ao título de Barão.



publicado por Marco Moreira às 10:12
 
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