Sábado, 25 de Setembro de 2010

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publicado por Marco Moreira às 22:54
Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

Os blogs "A Origem das Espécies" e "Albergue Espanhol" acabam de 'postar' o seguinte comunicado da responsabilidade da Sextante Editora:

 

«Manuel Maria Carrilho acaba de ser demitido das suas funções como Embaixador de Portugal na UNESCO, devido à publicação do livro "E AGORA? Por uma nova República", que a Sextante Editora acaba de publicar. Neste livro, o autor analisa a situação económica, social e política portuguesa e avança com diversas propostas, defendendo uma visão do País e do seu futuro centrada na urgente qualificação do território, das instituições e das pessoas que lance as bases de uma Nova República»

 

O jornal Expresso entretanto coloca a seguinte notícia:

 

«Manuel Maria Carrilho termina funções como representante de Portugal na UNESCO, sendo substituído pelo embaixador Luís Castro Mendes, no âmbito da rotação diplomática deste ano, disse à Agência Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros. O ex-ministro da Cultura foi nomeado para a organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura em abril de 2008, com sede em Paris. Para o lugar vai agora Luís Filipe Castro Mendes, até agora a chefiar a embaixada portuguesa em Nova Deli. Da rotação diplomática agora anunciada consta também a proposta de nomeação do atual diretor-geral de Política Externa do MNE, Nuno Brito, para a chefia da embaixada portuguesa em Washington, de onde sai João de Vallera para a embaixada de Londres»

 


Nota pessoal: Importam-se de repetir?!



publicado por Marco Moreira às 15:46

 

Na próxima terça-feira, dia 21 de Setembro, a obra "Grácia Nasi" de Esther Mucznik será apresentada por Maria Antonieta Garcia e Maria Teresa d'Avila, às 18h30 no Salão Nobre da Independência (Largo de São Domingos, 11) em Lisboa. Confiram a interessante entrevista à autora no novo programa de Conceição Lino na SIC.

 

Sinopse: A história judaica tem mulheres extraordinárias. Da matriarca Sara à sionista Golda Meir, muitas mulheres judias fizeram história. Grácia Nasi foi uma delas. Com um carácter intocável e uma personalidade de ferro moldada pelas agruras da vida, esta mulher não teve medo de desafiar homens, papas, reis e o seu próprio destino. Nasceu em 1510 em Portugal depois de a sua família ter sido perseguida e expulsa de Espanha. Contudo não seria em Lisboa que encontraria a tranquilidade desejada. Viúva aos 25 anos, herdeira de um império comercial e de uma incalculável riqueza cobiçada por todos, Grácia Nasi torna-se numa verdadeira mulher de negócios, assumindo o seu espírito pioneiro e empreendedor, traço marcante dos sefarditas judeus/cristãos novos. Grácia Nasi percorre o mapa da Europa, passando por cidades como Antuérpia e Veneza, até chegar ao Império Otomano, onde finalmente pode praticar a sua fé às claras, sem recear qualquer perseguição. É aí que se dedica a ajudar os seus correligionários a escapar à Inquisição, apoia o estudo e o ensino religiosos, bem como a edição de Bíblias e estende a mão aos mais necessitados.



publicado por Marco Moreira às 11:28
Sexta-feira, 08 de Janeiro de 2010

 

No início da coluna da direita em "Biblioteca On-Line" poderão fazer 2 downloads gratuítos dos seguintes livros:

 

  • «Philosophy of Judaism» do Rabbi Reuven Mann
  • «Philosophy of Torah» do Rabbi Israel Chait

 

* ambos em inglês



publicado por Marco Moreira às 11:18
Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

A 11 de Março de 1943, toda a Comunidade Judaica de Monastir na Macedónia jugoslava foi reunida e enviada para norte, para um acampamento transitório no armazém de tabaco de Monopol, em Skopje. Aí reunidos, desde Skopje e Shtip, foram enviados para o Campo de Concentração de Treblinka em três transportes. À excepção de alguns estrangeiros e médicos que foram libertados, nenhum Judeu originário de Monastir sobreviveu a Treblinka.

 

Jamila Andjela Kolonomos foi, de um punhado de judeus, uma das que escapou às deportações. Como membro da resistência jugoslava encontrava-se escondida na altura do acontecimento e com vários companheiros judeus teve hipótese de fugir e alistar-se no Exército Partisano.

 

'Monastir Without Jews' é uma autobiografia que lembra o destino da Comunidade Judaica de Monastir durante o Holocausto - é também um testemunho da presença judaica na resistência jugoslava, conforme lembrado pelos vários Judeus partisanos condecorados. Adaptado a partir de uma compilação de ensaios e artigos em Ladino (Judeo-Espanhol), Monastir Sin Djudyos foi editado no ano passado pela primeira vez em inglês com a adição de 150 fotografias pessoais e de arquivo.

 

É uma obra rara que constituí um testemunho fundamental para conhecer a vida e a morte desta comunidade sefardita.



publicado por Marco Moreira às 09:16
Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

 

Yosef Haim Yerushalmi, 1932-2009

 

Um erudito inovador e conhecedor amplo da história judaica cuja meditação na tensão entre a memória colectiva de um povo e o registo efectivo mais prosaico do passado influenciou uma geração de pensadores, faleceu esta Terça-feira em Manhattan.

 

Um escritor elegante e hipnótico narrador, Yerushalmi ganhou a sua reputação como um dos maiores historiadores judeus da sua geração por canalizar assuntos eclécticos, como a história do judeus expulsos de Espanha e Portugal, o messianismo, a história intelectual do Judaísmo moderno alemão e o relacionamento de Freud com a sua religião. Em 1982, Yerushalmi publicou talvez o seu mais influente trabalho, "Zakhor: Jewish History and Jewish Memory" um fino volume cujo título perfura o imperativo hebraico: Lembrar!

 

Com cerca de 100 páginas, "Zakhor" era um exame do conflito entre as histórias colectivas que revigoravam o Judaísmo como uma cultura e a crónica verificável da própria história. O Crítico Harold Bloom, revisando-o no “The New York Review of Books”, previu que o livro talvez «se una ao cânone de Literatura de Sabedoria Judaica». Muitos académicos discutiriam se de facto se uniu a esse cânone, ainda que interpretassem sua tese de forma diferente.

 

Yerushalmi estava atento, por exemplo, ao facto dos judeus durante a leitura do livro da Páscoa Judaica, continuassem a imaginar-se presentes no Êxodo do Egipto, mesmo com historiadores interrogando-se se podia ter havido 10 pragas e o Mar ter sido aberto. Se tais histórias falham em perder o seu poder de inspiração, Yerushalmi pareceu perguntar: O que esse diz sobre o poder de história?

 

Leon Wieseltier, o redactor literário de “The New Republic” e antigo aluno de Yerushalmi em Harvard, disse que este tinha sido rasgado entre o poder de memória e a complexidade da perspectiva histórica e havia lutado por reconciliar os dois ramos durante grande parte da sua vida, embora talvez não conclusivamente.

 

«História envolve desapego crítico; memória envolve um imediatismo profundo," (…) O Dr. Yerushalmi, abrigou uma profunda incerteza e um certo grau de pessimismo sobre a capacidade do estudo nutrir uma cultura viva.»

 

Harold Bloom, na sua crítica, escreveu:

 

«O Dr. Yerushalmi preocupa-se que na idade moderna a Escritura tenha sido substituída por História conforme arbítrio validado das ideologias judaicas e que essa substituição cedesse caos.»

 

Yosef Haim Yerushalmi nasceu no Bronx em 20 de Maio de 1932, no seio de uma família falante de Yidish criada em Pinsk e Odessa e que imigrou para os Estados Unidos. Seu pai, um professor de Hebraico, encheu-o com o amor aos livros hebraicos e o mandou-o para a Salanter Yeshiva no Bronx Oriental.

 

Recebeu o bacharelado da Yeshiva University em 1953 e o doutoramento da Columbia University em 1966, escrevendo a sua dissertação sobre Isaac Cardoso, um Marrano médico do sec. XVII. Trabalhou durante um ano como Rabino na Sinagoga Beth Emeth em Larchmont, Nova Iorque. Mas preferiu uma vida de estudo, começando fora como instrutor em Rutgers e mais tarde tornando-se professor de Hebraico e História Judaica em Harvard.

 

Em 1980 ficou fascinado por Columbia através de Salo Baro, o enorme académico judeu que se tinha aposentado em 1963 mas que ainda lançava volumes de História Judaica. Para além de mais tarde ficar com a cadeira de Salo Baron, Yerushalmi também dirigiu o “Columbia Center for Israel and Jewish Studies” durante 28 anos. Muitos dos seus estudantes tornaram-se eminentes historiadores do Judaísmo.

 

Jonathan Sarna, um professor de estudos Judaicos em Brandeis, disse que o especial talento do Yerushalmi era «produzir livros que muitas pessoas poderiam ler». Citou "Haggadah and History" (1975), que mostrou como a História Judaica podia ser estudada entendendo diferentes edições do livro da Páscoa Judaica através do tempo. De entre outros trabalhos admiráveis a reter “From Spanish Court to Italian Ghetto”, um estudo de 1971 sobre os Judeus ibéricos, e “Freud’s Moses: Judaism Terminable and Interminable” (1991).

 

De acordo com Yerushalmi, Freud sugeriu em "Moses and Monotheism" que havia uma quase genética transmissão de memórias inconscientes. Apesar da falta de qualquer evidência científica para tal teoria, Yerushalmi discutiu que explicou a Freud «o poderoso sentimento que, para melhor ou pior, realmente não se pode deixar de ser Judeu» ainda que, como Freud fez, rejeitássemos a própria religião.

 

~

 

A partir do artigo original (em inglês) do 'New York Times'



publicado por Marco Moreira às 13:34
Domingo, 08 de Novembro de 2009

Há pouco mais de um ano, Paulo Texeira Pinto lançou o livro de poemas "LXXXI: Poema Teorema", que tive o prazer de ler (lentamente) ao longo dos últimos dois meses. A obra em estrutura matemática reúne 99 poemas escritos durante a última década, agrupados por áreas temáticas e inspirados na natureza humana, na sua globalidade física e metafísica.

 

É um livro complexo e intimista, daí que o filme que se segue, da responsabilidade do realizador João Botelho com montagem de Paulo Barata, seja uma excelente ferramenta decifradora de um pouco do que se pode encontrar neste livro.

 



publicado por Marco Moreira às 00:33
Domingo, 25 de Outubro de 2009

'TODO-O-MUNDO' não é uma alegoria; é uma narrativa real. Não é sobre todo-o-mundo; é sobre um indivíduo específico. Não trata simplesmente de um Judeu secular nova-iorquino, com um irmão "avaliado" em cinquenta mil dólares, três esposas e a oportunidade de uma relação fugaz com uma modelo dinamarquesa. Ainda assim, a vida do protagonista liga-se a aspectos da experiência humana de forma dura e profunda. Um homem de setenta e um anos, multi-divorciado, bem sucedido na área da publicidade, encara a sua deterioração física aproximando-se da morte - sem a ajuda da religião ou da filosofia.

São três, os temas principais. O primeiro é a exploração do provérbio escocês «um membro masculino despertado não tem consciência» … enfim, não é bem assim mas preferi o decoro à ordinarice. Isto é, quando este segue os seus impulsos os resultados são geralmente desagradáveis. O segundo e mais complexo tema, é a ilustração da noção de Yeats, segundo a qual à medida que envelhecemos sentimos um crescendo como se o coração estivesse «amarrado a um animal moribundo». O livro é uma meditação sobre a morte, mas mais em particular uma meditação na forma como o nosso corpo falha e nos trai. O terceiro é a importância da família e amigos. A família, em particular, um nexus de relacionamentos que temos por importante assim que paramos de ser egoístas e começamos a tornarmo-nos mais sábios.

Uma estória excepcionalmente escrita e inspirada. É um livro severo sem ser deprimente. Erótico sem ser escandaloso. Rico em detalhes e descrições. Um romance "rápido e brutal, acerca de um assunto comum e pesaroso".

Em baixo têm a oportunidade de ouvir uma entrevista que Philip Roth deu à NPR (National Public Radio) em Maio de 2006:



publicado por Marco Moreira às 22:31
Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

 

Richard Zimler, a propósito do seu último romance «Os Anagramas de Varsóvia», explica em entrevista conduzida por Carlos Vaz Marques na TSF, porque se sente na obrigação de escrever sobre a história dos judeus e conta de que modo se sente um escritor português apesar de escrever em inglês.



publicado por Marco Moreira às 09:11
 
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