Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

Depois da “vitória” de Geert Wilders na Holanda, os nacionalistas flamengos conseguem uma vitória sem aspas e sem precedentes na Flandres.

 

A Nova Aliança Flamenga (N-VA), partido separatista liderado por Bart de Wever atraiu votos da coligação cessante do primeiro ministro Yves Leterme, tornando-se a primeira força política na Flandres onde vive a maioria da população (cerca de 60%).

 

Paradoxalmente, a vitória da N-VA poderá conduzir pela primeira vez desde os anos ‘70 um francófono a assumir o posto de primeiro-ministro. Bart De Wever reafirmou este domingo que não está interessado no cargo e garantiu estar “disposto a sacrificar-se” e deixar para um francófono a tarefa de dirigir um governo federal de coaligação… tudo em nome de uma desejada independência flamenga.

 



publicado por Marco Moreira às 10:38
Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

 

Geert Wilders foi o grande vencedor das eleições para o parlamento holandês depois de alargar a representação do Partido da Liberdade (PVV) de 9 para 24 lugares, ocupando assim o 3º lugar. O parlamento holandês havia sido dissolvido e decidido ir a eleições antecipadas no passado mês de Fevereiro depois de Jan Peter Balkenende renunciar o mandato devido a desavenças entre os partidos da coligação governamental em relação a um pedido para a prorrogação militar holandesa no Afeganistão.

 

Wilders passou a ter 24 cadeiras no parlamento quando as previsões mais optimistas “apenas” dobravam a votação anterior, isto é, 18 assentos parlamentares. Para tal façanha, Wilders adoptou uma abordagem mais simpática ao voto popular. O discurso contra o islão manteve a sua firmeza, mas abdicou em parte da retórica mais radical da extrema-direita.

 

A promessa do Partido da Liberdade de proibir a entrada de mais muçulmanos no país, negar apoio social a outros imigrantes e introduzir um imposto pelo uso do véu islâmico ofuscou as principais medidas dos habituais partidos do governo, tais como a realização de reformas orçamentárias e redução das dívidas, numa tentativa de poupar a Holanda do pior neste momento de crise conómica.

 

Apesar de somente os liberais não descartarem a possibilidade da entrada do PVV no governo e do alarmismo gerado pelos partidos da esquerda e das associações islâmicas em relação a este resultado, a verdade é que a Holanda votou mais Wilders e menos Islão.



publicado por Marco Moreira às 10:28
 
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