Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

«E a pergunta é só esta: será que este governo retirou o TGV ao consórcio espanhol (que apresentou a proposta mais competitiva) para o entregar ao "amigo" Jorge Coelho (Mota-Engil)? O país inteiro, Cavaco Silva incluído, deve estar atento e dar sinais claros em relação ao seguinte: se isso acontecer, o país e o regime não podem ficar parados. Nós não podemos aceitar esta promiscuidade "socrática" entre política e negócios. Uma promiscuidade que já nem sequer procura disfarce. Está 'out in the open'. Ou será que 15 anos de promiscuidade de estilo "socrático" já nos retirou toda e qualquer vergonha?» Henrique Matoso in Expresso Online 20 de Setembro '10

 

Nota pessoal: Para que são as aspas em "amigo"?

 

[ Via Clube das Repúblicas Mortas]



publicado por Marco Moreira às 10:18
Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Numa fase em que os portugueses tentam lidar com a intromissão do estado nas sua vidas, regulamentar parece ser a palavra de ordem nas mentalidades socialistas. Esteja presente no pão que comemos, esteja na educação sexual dos nossos filhos, este fenómeno veio (ao que parece) para ficar. As responsabilidades pessoais ficam para segundo ou terceiro plano, onde jaz a meritocracia há muitos anos.

 

O exemplo americano é extraordinário. Barack Obama é por muitos dos seus adversários apelidado de socialista. Algo que tendo a discordar. Mas será que a primeira-dama nutre uma maior admiração por esta forma de governo?

 

 

 

 

Tenho de admitir que deverá ser bastante complicado ser primeira-dama americana. A constante pressão dos média no sentido desta "apresentar serviço" aliada ao facto de ter sempre as prioridades filantrópicas debaixo de olho, não é brincadeira de crianças. Mas Michelle, preferiu arriscar, pela saúde das crianças americanas e seus pais que tendem a ser cada vez mais pesados. Michelle desafia os restaurantes a terem menus pouco calóricos, com pouco sal e pouca gordura. Michelle desafia ao fim ao cabo, a falência de uma das grandes indústrias empregadoras do seu país. A indústria do fast-food.

 

É certo que há valores maiores que os valores económicos e a saúde é sem sombra de dúvida um deles, mas parece-me pouco coerente que se regule a comida que ainda podemos escolher e se liberalize o consumo de drogas leves (e outras menos leves), como a pouco e pouco vários estados americanos têm vindo a fazer.

 

O desafio de Michelle não tem nada de filantropista. Persuadir os americanos a "comer saudável" parece-me óptimo, ainda que para o fazer, a primeira-dama e sua equipa de campanha custe aos cofres do estado milhares de dólares. Dúvidas houvesse, a desculpa da filantropia acaba no momento em que o Senado passa um documento de 280 páginas, apresentado pela mesma e respectiva equipa, que consiste em activamente persuadir as cantinas escolares a seguir um programa, com prémios para os melhores desempenhos. Isto é, chantagear a escolas democraticamente.

 

Nessa altura, caso o programa "Healthy Hunger-Free Kids Act" seja implementado irá custar, para além de mais um pouco da liberdade dos americanos, milhares de milhões de dólares. Tudo porque Michelle quer trocar batatas-fritas por cenouras na dieta dos americanos.


publicado por Marco Moreira às 13:17
 
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