Segunda-feira, 21 de Julho de 2008
Os cultos ou seitas são um fenómeno cada vez mais enraizado nas sociedades democráticas. Aproveitando-se da liberdade religiosa e liberdade de expressão conseguem defender o irracional ao extremo como dizer que a SIDA é curada na igreja x ou no templo y e a lei pouco pode fazer para demover as pessoas de acreditarem em demagogos que vêem a salvação da alma como um negócio.
 
 
Mas se as seitas religiosas são um fenómeno relativamente fácil de identificar existe um que se consegue disfarçar por entre uma panóplia de demagogias e manobras de “aversão” à religião. Dou-lhe o nome de o “Culto do Liberalismo”. Isto é, o culto ao extremismo-liberal.
 
Não defende uma doutrina ou dogma a um deus supremo, mas sim a adoração da mudança constante e anárquica. Uma sociedade perfeita é uma sociedade céptica e ateia e como tal deve ser erradicada da face da terra qualquer ligação do Homem com o Criador. Só aquilo que podemos provar é real e só aquilo que é visível tem lugar a reconhecimento.
 
Este culto não se faz rogado para recrutar fieis e tem como seu maior alvo a juventude idealista e insubordinada que é por si usada para pôr em prática o seu programa de restruturação da nova sociedade. É sedenta de poder e incute nos fieis a necessidade do exterminio de todos os valores da ética e moral reconhecidos até hoje como os valores bíblicos. Hoje em dia estes valores são vistos como rudimentares e ultrapassados.
 
Mesmo os valores de liberdade, ambientalismo, profilaxia que são universalmente tidos como bons e salutares fazem questão de os levar ao límite adulterando-os com o extremismo. A forma como assuntos da reciclagem, do uso do preservativo, dos direitos humanos, o direito da mulher e das famílias alternativas são debatidos à exaustão não servem para resolver problemas mas para incitar o ódio aos mais pragmáticos e conservadores.
 
Este progressimo revolucionário da defesa do “Culto do Liberalismo” pretende o irradear das identidades e transformar o Ser Humano num Ser sem diferenças e sem convicções religiosas.
 
Um dos seus maiores sacerdotes é o zoologo e etólogo britânico Richard Dawkins. A sua bandeira de batalha é a luta anti-religião que propaga a cada palestra e aparição pública. Defende intrasigentemente os valores que tem para si como fundamentais; o ateísmo, o cepticismo e o humanismo. Os seus livros são vulgarmente propagandeados pela extrema-esquerda como podem ver no exemplo: clique aqui e servem como guias doutrinários nestas organizações. Defensor acérrimo da teoria de Darwin não aceita qualquer relação contígua da ciência com a religião. Eis um exemplo do seu fundamentalismo:
 
«As pessoas gostam de dizer que Fé e Ciência podem conviver, mas não concordo. São coisas totalmente opostas»
 
Um exemplo claro da irresponsabilidade desta frase é a relação entre ambas pelo grande codificador da Lei Judaica (Halachá), o rabino espanhol Moshê Ben-Maimon (Maimonides, ou simplesmente: O Rambam) que para além de irudito em jurisprudência legal judaica era um médico brilhante, requisitado pelos reis e líderes da sua era.
 
Não podemos descurar que o papel da religião na história do mundo não é inteiramente amorável, mas lembro que 3 dos grandes monstros da história moderna eram ateus: Hitler, Estaline e Mao. São exemplos de que a religião não pode ser considerada inimiga da paz e exclusiva responsável da guerra. Quem não se recorda do oficial chinês que no filme “Sete anos no Tibete” defere um aterrador: «religion is poison»
 
Este culto defende o mesmo, que a religião é um veneno… e eles o seu antídoto.


publicado por Marco Moreira às 06:38
 
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