Domingo, 20 de Julho de 2008
No debate promovido no passado dia 16 pela Juventude Socialista sobre o “Casamento Entre Pessoas do Mesmo Sexo”, ficou a ideia que apesar da cegueira progressista a mesma está longe do concenso no seio do partido. Mas já faltou mais! São nestas bases que os “putos” do PS pretendem fazer história quando tiverem idade para o poleiro do poder.
 
 
Em época da tão aclamada crise denota-se que para ser fixe (como o "patriarca" Soares) é preciso ser “Gay friendly”. O Estado da Nação, esse, está para 2º, 3º ou mesmo 50º plano. Pedro Zerolo do PSOE de Espanha veio dar uma “forcinha” e dar um conselho: «É preciso ter valentia!»
 
Uma valentia que resultou em vitórias como a liberalização do aborto. Os valores judaico-cristãos passaram a ser obscenos tal como eram considerados o aborto e a homosexualidade na geração dos meus pais. Mas será que os valores da ética e moral judaico-cristã já não são universais, nem pertencem à tradição europeia? Afinal ainda somos europeu! Mas não. Agora somos todos somente cidadãos do mundo - dizem eles.
 
A clara utopia da esquerda resulta sempre através das jovens gerações, porque é progressista, diferente, activa. O conservadorismo, tradicionalismo, cepticismo nas “culturas alternativas” não tem espaço para uma nova mentalidade carregada de cultura urbana, religiões à la carte, espiritualidades e extremismo-laicista.
 
Mas a resposta para esta “abertura” das mentalidades está à mostra de todos, nas bancas das livrarias. Pilhas de livros entopem os corredores das mesmas com segredos para o sucesso, para a realização pessoal, para aprender a ser feliz… outra vez.
 
As pessoas perderam a identidade, logo ficaram infelizes. O materialismo começa a mostrar os tentaculos da dependência e as pessoas são cada vez mais frias, rudes, amargas. E o pior é que ainda não se aperceberam! As diferenças são disfarçadas ao mais pequeno pormenor com medo da retaliação da ameaça de ser relacionado com a xenofobia. E ao mesmo tempo a extrema-direita coloca-se pronta a aproveitar a deixa quando todos se aperceberem que afinal o progressismo em “sprint” foi um erro e o perigo de partir para o lado extremo da barricada é real.
 
O progresso irá sempre acontecer até ao último dia do mundo. Não é preciso apressá-lo com ideais utópicos que só resultariam no Jardim do Éden dos Liberais.
 
Mas a Juventude Socialista quer apressar aquilo que acham ser o progresso indispensável e imprescindível para um país com igualdade. Quem pagará a factura desta azáfama? Já dizia o ditado: "a pressa é inimiga da perfeição"
 
Mas os ditados são coisas do antigamente e a sabedoria popular hoje em dia é pura e simplesmente pouco fixe.


publicado por Marco Moreira às 06:20
 
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