Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

 

Geert Wilders foi o grande vencedor das eleições para o parlamento holandês depois de alargar a representação do Partido da Liberdade (PVV) de 9 para 24 lugares, ocupando assim o 3º lugar. O parlamento holandês havia sido dissolvido e decidido ir a eleições antecipadas no passado mês de Fevereiro depois de Jan Peter Balkenende renunciar o mandato devido a desavenças entre os partidos da coligação governamental em relação a um pedido para a prorrogação militar holandesa no Afeganistão.

 

Wilders passou a ter 24 cadeiras no parlamento quando as previsões mais optimistas “apenas” dobravam a votação anterior, isto é, 18 assentos parlamentares. Para tal façanha, Wilders adoptou uma abordagem mais simpática ao voto popular. O discurso contra o islão manteve a sua firmeza, mas abdicou em parte da retórica mais radical da extrema-direita.

 

A promessa do Partido da Liberdade de proibir a entrada de mais muçulmanos no país, negar apoio social a outros imigrantes e introduzir um imposto pelo uso do véu islâmico ofuscou as principais medidas dos habituais partidos do governo, tais como a realização de reformas orçamentárias e redução das dívidas, numa tentativa de poupar a Holanda do pior neste momento de crise conómica.

 

Apesar de somente os liberais não descartarem a possibilidade da entrada do PVV no governo e do alarmismo gerado pelos partidos da esquerda e das associações islâmicas em relação a este resultado, a verdade é que a Holanda votou mais Wilders e menos Islão.



publicado por Marco Moreira às 10:28
 
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