Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Jovens sobreviventes do Holocausto celebram Hanukah no Campo de Refugiados de Landsbeg em 1945 ~ Foto do Holocaust Memorial Museum

 

Num Chumash com boa impressão e edição, o número de versos e mesmo o número de palavras de cada parashah (porção de leitura semanal da Torah) estão colocados na maneira tradicional: as 22 letras do alfabeto hebraico usado como números. Na porção semanal Miketz, há 146 versos, que correspondem numericamente aos nomes de dois reis de Judah: Yehizkiyahu e Amatziah. Numa coincidência quase inacreditável, o nomes Yehizkiyahu e Amatziah têm exactamente o mesmo mnemónico usado para a primeira porção da Torah; sidrah Bereshit. Bereshit também contém 146 versos.

 

Naturalmente, isto significa que Miketz e Bereshit têm determinados temas em comum. Bereshit, a porção da Criação, proclama a omnipotência majestática de D’us. Enquanto Criador do universo, só D'us o sustém e determina o seu curso. Na sidrah Miketz, encontramos o Faraó a considerar-se um deus e o Egipto adorando o Nilo como sua divindade. Através da fome e da abundância, D’us exibe sem dúvida alguma que só Seu é o poder. O Faraó e o seu povo são forçados a reconhecer que são subservientes de Yosef, cuja distinção é que, seja qual for a sua posição - escravo ou vice-rei - este permanece verdadeiramente um servo de D'us.

 

Mas, há mais… Só na sidrah Miketz há um mnemónico fornecido para o número de palavras: 2.025. Isto é, nada mais nada menos que uma alusão a Hanukah, que normalmente cai na semana de Miketz, como neste ano. Em Hanukah, acendemos uma nova vela — em hebraico Ner - para cada uma das oito noites. O valor numérico de Ner é 250. Assim, as oito luzes de Hanukah dão um total de 2.000. E Hanukah começa a 25 de Kislev. Assim, 2.025 é uma alusão às luzes e a data de Hanukah.

 

O tema de Hanukah é especialmente apropriado a Miketz. Homenageamos mesmo o primeiro dia em que a chama é acesa, embora o óleo da menorah fosse suficiente para queimar durante um dia sem intervenção milagrosa. Ao fazer isto, testamos a nossa crença para coisas que parecem naturais e costumeiras - como tantos fazem na porção Miketz — são realmente manifestações da vontade Divina.



publicado por Marco Moreira às 17:05
 
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