Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Colecção Sefarad

Tem hoje lugar na Livraria Círculo das Letras pelas 18:30 horas, a apresentação da COLECÇÃO SEFARAD, que conta com os dois primeiros volumes:

 

» 'Breve Histórias dos Judeus em Portugal' de Jorge Martins

 

» 'A Tormenta dos Mogadouro na Inquisição de Lisboa' de António Julio de Andrade e Maria Fernanda Guimarães.

 

As obras serão apresentadas por António Eloy e António Marques de Almeida, respectivamente.

 

Esta colecção da Editora Nova Vega pretende divulgar os estudos judaicos e inquisitoriais portugueses, preenchendo assim um vazio editorial. De acordo com o Prof. Jorge Martins, trata-se de um projecto inovador estará atento aos estudos académicos, designadamente teses de mestrado e de doutoramento sobre Judaísmo e Inquisição, que costumam ficar esquecidos nas universidades. Os destinatários privilegiados são os estudantes e os professores, particularmente os universitários.

 

Apesar disso, o cordenador do projecto, garante que haverá um cuidado em tornar os livros acessíveis à generalidade dos leitores interessados por estas importantes temáticas da História de Portugal.

Clique para ler o CONVITE



publicado por Marco Moreira às 16:41
Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Cantata de Mancini

Cantata de Mancini "Ahi che moro e ristoro"

Francesco Mancini (1672-1737), foi um compositor italiano de Nápoles, conhecido pelas suas qualidades enquanto professor e teve como seu maior encargo substituir Alessandro Scarlatti durante a sua ausência na Corte Napolitana entre 1702 e 1708. Durante este período foi Director do Conservatório de Sta. Maria de Loretto, bem como o primeiro organista de maestro da "Capella Reale".

 

O seu espólio incluí 29 óperas, sonatas, 7 serenatas, 12 oratórios e mais de 200 cantatas seculares. Para além da variedade de música sacra e um menor registo de de música instrumental, hoje é conhecido principalmente pelas suas sonatas em flauta-de-bisel.

 

Aqui fica um desses registos num magistral desempenho do ENSEMBLE BARROCO DO CHIADO:



publicado por Marco Moreira às 14:06
Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

O período de dez dias com início em Rosh Hashanah e término em Yom Kippur é conhecido como os «10 Dias de Arrependimento»; este é o período, segundo os sábios, onde  o profeta fala quando reclama:

 

"Buscai o Senhor enquanto se pode encontrar, invocai-o enquanto está perto." (Isaías 55:6)

 

Avinu Malkeinu, Salmo 130 e outras inserções e adições são incluídas nas preces diárias judaicas durante estes dias. O Baal Shem Tov instituiu o costume de recitar três capítulos adicionais dos Salmos cada dia, desde 1 de Elul até Yom Kippur.


Temas:

publicado por Marco Moreira às 10:06
Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

 

Irving Kristol, 1920-2009

 

«A democracia não garante igualdade de condições - só garante igualdade de oportunidades»



publicado por Marco Moreira às 17:13
Terça-feira, 15 de Setembro de 2009

Embora retenha na memória alguns sketches hilariantes dos quarteto humorístico Gato Fedorento, não posso garantir que seja o meu tipo de humor preferido. Talvez por isso, o 1.º episódio do seu novo programa me tenha passado despercebido apesar dos constantes anúncios nas redes sociais da web, para além dos enormes placardes em estilo político que 'Os Gatos' decidiram caricaturar utilizando o fundo de imagem dos dois principais partidos.

 

 

Algo que poderá também ter pesado neste meu esquecimento é a figura do convidado estreante do «Esmiuça os Sufrágios». Apesar de não desprezar Sócrates fora do fato de Primeiro Ministro, confesso que não lhe reservo grande margem para o humor. Fiquei particularmente constrangido quando este tentou fazer uma piada num programa da SIC que mostrava os políticos numa dinâmica mais informal, tentando retractar o seu dia-a-dia. Enquanto desdenhou o humor brejeiro, tentou algo requintado e saiu asneira ao ponto de me fazer corar. De todos os mostraram "o outro lado", Sócrates pareceu-me, ele próprio, o mais constrangido, talvez por não se conseguir libertar da espécie de limbo que criou quando recentemente passou de arrogante a humilde. Deu-me a sensação que já não consegue ser ele próprio atrás das câmaras.

 

Já neste programa d'Os Gatos, ao que parece, pela reacção da opinião pública, Sócrates ter-se-á saído muito bem, apesar de não se ter preparado - segundo ele. Já Ricardo Araújo Pereira não conseguiu fazer o boneco de Jon Stewart que possivelmente pretendia recriar e demonstrou também algumas fazes de constrangimento, nas respostas às suas piadas por parte do Primeiro Ministro. 

 

Agora, para constrangir "a sério"... giro, giro, era organizar uma pequena entrevista com esse fenómeno de humor luso de seu nome Bruno Aleixo: Entre um "então, olha aqui este jogo... qu'eu inventei" e um "iiii ca burro", certamente eu não faltaria a tal chamamento televisivo. Sem constrangimentos...



publicado por Marco Moreira às 14:05
Domingo, 13 de Setembro de 2009

O Leitor

 

Imagino que Bernard Schlink, quando escreveu em 1995 'Der Vorleser', provavelmente não imaginaria que seria adaptado pouco mais de 10 anos depois, principalmente depois de alguma onda de criticismo que acusava o mesmo de "pornografia cultural", sob o ideal de que o romance simplificava a história e compelia os leitores a identificarem-se com os perpetradores nazis.

 

Acusações à parte, Schlink escreve um livro que não tive a oportunidade de ler, por pura ignorância, uma vez que está editado em português nas Edições ASA, e Stephen David Daldry, perspicaz, decide adaptar aquele que terá sido, quanto a mim, o melhor filme de 2008. Mais do que isso, conseguiu aquilo que ainda não tinha conseguido com «Billy Elliot» e «As Horas», apesar dos diversos prémios que as películas receberam - criar uma obra-prima.

 

A história desta paixão proibida tem, curiosamente, como foco principal o pré e pós-romance entre as duas personagens. Os crimes que Hanna cometeu durante a II Guerra Mundial e o seu julgamento.

 

Durante a relação, pouco duradoura, nada levaria Michael, o jovem estudante de direito a pensar que a sua relação com Hanna era algo mais que uma relação pouco ortodoxa com uma mulher com mais do dobro da sua idade. Havia de facto, algo mais - a culpa de uma participação activa numa das maiores fábricas de morte do Holocausto.

 

Mas Hanna, não é nem mais nem menos, que mais uma cidadã alemã que no início da sua vida adulta fez parte de um dos maiores crimes da história da humanidade. Não é um monstro! É um ser humano que, como tantos outros, teve sobre si a culpa de compactuar com um regime totalitarista e uma cultura genocída. Como poucos foi considerada culpada pela justiça dos homens. Serviu para ser um símbolo do castigo e da vergonha nazi. Com ela, a culpa de muitos acabou por morrer solteira. Talvez porque fosse demasiado "utópico" para os homens castigar todos os implicados. Essa é grande mensagem do romance: A culpa conjunta não é, de facto, castigada. Em detrimento da vergonha e responsabilidade colectiva escolhe-se um cordeiro para falsa expiação. O cordeiro é sacrificado e passa a viver-se na ilusão que se fez justiça. Com isto deve ficar claro que Hanna não é uma mártir, é uma criminosa atroz. Em nada diferente de muitos, repito, que não foram acusados. Só é diferente por ter preferido a honestidade à mentira.

 

O exercício que «O Leitor» obriga é desconfortável, mas necessário para entender que há mensagens que não servem para resolver ou entender males irreparáveis, mas antes para nos ensinar que não dispomos de uma forma padronizada de sentir e pensar. É um exercício de pluralismo intelectual, cultural e emocional, que embora difícil, no ensina a crescer nessas três áreas.  É por isso que para mim foi o melhor... os Óscares preferiram "aquele do concurso".

 

Nota: Kate Winslet ganhou, com muito mérito, o prémio de Melhor Actriz Principal.



publicado por Marco Moreira às 00:32
 
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 Ilustração de Pedro Vieira

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